MST quer agilidade nos assentamentos
Dimitri do Valle
De Curitiba
Os sem-terra acampados há quase três meses em Curitiba realizaram ontem à tarde uma manifestação em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles pediram pressa na definição de novos assentamentos no interior do Estado. Para hoje, às 9 horas, na sede da Emater, está prevista a realização de um encontro entre representantes do Incra, do Ministério da Política Fundiária e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Segundo a assessoria de imprensa do Incra, na reunião será anunciado o total de hectares desapropriados para fins de reforma agrária e a quantidade de terras já vistoriadas nos últimos quinze dias. A liberação de recursos para os assentamentos também é tema do encontro. O coordenador estadual do MST, Roberto Baggio, pediu agilidade nas respostas às reivindicações apresentadas pelos sem-terra há dois meses. Eles têm que parar de conversar e começar a apresentar resultados. Mesmo com as respostas que serão dadas esta manhã na Emater, os sem-terra voltam a fazer novo protesto em frente ao Incra à tarde.
A investigação da denúncia do MST de que o grampo telefônico colocado na cooperativa do movimento, em Querência do Norte, é irregular, vai depender do órgão especial do Tribunal de Justiça. A informação é do promotor Moacir Domingues, assessor do procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia. Domingues informou que a representação criminal feita à procuradoria pelo MST foi encaminhada para o órgão especial do TJ. A representação cita a juíza de Loanda, Elizabeth Khater, que autorizou o grampo, o secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, e policiais militares, que teriam requisitado ilegalmente a escuta.





