Ed Ferreira/Agência Estado
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BlitzSoldado fiscaliza caminhão durante Operação Desarmamento no ParáMARABÁ - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está organizando uma manifestação no canteiro da Vale do Rio Doce, em Carajás, para a próxima quarta-feira. Desde o dia 12, o Exército e a Polícia Federal mantém postos de bloqueio nos trechos que dão acesso a Carajás. Eles fazem parte da Operação de Desarmamento deflagrada na semana passada pelos governos federal e do Pará. ‘‘Vamos ocupar o terreno da empresa para fazer um grande ato em defesa da Vale, pelo emprego e pela reforma agrária’’, disse Jorge Néri, integrante do comando nacional do MST. Os organizadores querem reunir dez mil manifestantes, que deverão ficar acampados na entrada da empresa até o dia do seu leilão, previsto para o dia 29.
Néri disse que os fracos resultados apresentados até agora pela operação servem para demonstrar que ‘‘ela é uma farsa’’. Ele garantiu não estar preocupado com a presença do Exército na entrada de Carajás nem acreditar na possibilidade de confronto. ‘‘Nós, assim como eles, conhecemos bem a região, que já sobreviveu a uma guerrilha, e podemos afirmar que o objetivo não é desarmar a população; se fosse, teria de ser feita de outra maneira’’, disse.
Para ele, a presença de 600 homens do Exército, da PF e das polícias civil e militar do Estado tem a intenção apenas de ‘‘intimidar as manifestações populares que estão ocorrendo no País’’. Ontem, no quarto dia da operação de desarmamento no sul do Pará, na localidade de Casa de Tábua, a equipe do delegado da PF, Newton Cavalcanti, encontrou uma plantação de três mil pés de maconha. Foram presas cinco pessoas.

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