CURITIBA - A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná estima que irá gastar aproximadamente R$ 40 mil com o deslocamento (ida e volta) dos cerca de 230 sem-terra que participam da marcha rumo a Brasília. Os 230 trabalhadores viajaram anteontem à noite para São Paulo, onde se encontrariam com trabalhadores sem-terra do Sul e parte do Sudeste do País.
Os sem-terra que integram a caravana paranaense foram selecionados entre 15 mil trabalhadores rurais de 82 ocupações irregulares e de áreas já desapropriadas no Estado.
As despesas com transporte incluem passagens de ida e volta para São sem-terra (previsto para o final de abril) de Brasília até as cidades de origem. ‘‘Somente com a volta dos trabalhadores vamos gastar R$ 100,00 por cabeça’’, informou o coordenador do MST-Paraná, Roberto Baggio.
Nos últimos quatro meses, o movimento percorreu as áreas ocupadas recolhendo colchonetes, fogões, lonas e alimentos que irão manter os sem-terra durante os 60 dias de marcha.
Ao contrário dos outros Estados do País, onde o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pretende intensificar as invasões de terra, no Paraná os sem-terra garantem que não vão ocupar novas áreas.
Eles prometem cumprir o acordo firmado com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Paraná (Incra-PR) no final do mês passado, que suspendeu novas invasões até o dia 15 de março. Em troca, o Incra se comprometeu a fazer nova vistoria na fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaçu (388 quilômetros de Curitiba), ocupada em parte pelos sem-terra.

mockup