A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Curitiba, informou ontem que já tomou todas as providências para identificar os autores e os mandantes do assassinato de Eduardo Anghinoni, morto anteontem em Querência do Norte. Um dos coordenadores, Dirceu Boufler, disse que já tem os nomes dos mandantes, mas não quis divulgá-los.
‘‘Temos todas as pistas. Mas a Secretaria de Estado da Segurança Pública é quem tem que investigar e cumprir o seu trabalho de prender os criminosos deste e outros assassinatos até hoje insolúveis’’, afirmou. O MST também cobra do governo do Estado o cumprimento da reforma agrária ‘‘dentro da ordem e da lei, coibindo o uso de armas por parte dos fazendeiros’’.
Sobre Eduardo Anghinoni, irmão do líder sem-terra em Querência do Norte, Celso Anghinoni, Dirceu Boufler afirmou que ele não era membro ativo do MST. ‘‘Ele morreu quando visitava o irmão. Há poucos dias ele demonstrou interesse em entrar em um dos acampamentos da região, mas ainda não havia integrado o movimento’’, salientou. Ele disse ainda que membros do MST já estão no rastro dos pistoleiros.

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