MST pede retorno de convênios
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quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 600 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) aguardam para hoje a reunião com representantes do Tribunal de Contas da União (TCU). Eles querem pedir que o TCU reveja a suspensão dos convênios feitos entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e empresas de assistência técnica rural para levar planejamento agrário aos mais de 18 mil assentados do Paraná.
De acordo com o dirigente regional do MST, José Damasceno, a suspensão do convênio gerou atraso do plantio da safra 2006-2007. Os R$ 6,5 milhões que deveriam ser liberados para a assistência técnica nos assentamentos do Paraná estão bloqueados por decisão do TCU -que alega que o Incra não faz prestação de contas dos convênios realizados.
''O impasse não pode atingir os assentamentos. Estamos sendo prejudicados'', reclamou Damasceno. Os sem-terra, que estão acampados desde o início da semana em frente a sede do Incra em Curitiba, iniciam a caminhada ao TCU às 10 horas. Para amanhã, as lideranças aguardam a chegada do presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart, que deverá anunciar o andamento das negociações para desapropriação de terras no Estado. Hoje, mais de 10 mil famílias estão acampadas em 60 fazendas paranaenses. Algumas têm decreto de desapropriação e falta título da terra; outras precisam ser vistoriadas; outras ainda poderão ser compradas pelo Incra.
Para desapropriação e compra de terras, estão previstos R$ 1,8 bilhão em todo o Brasil. Os recursos são liberados de acordo com a demanda. No primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a meta do Incra no Paraná era o de assentar 9 mil famílias. Apenas 3 mil teriam sido assentadas de 2003 a 2006, segundo informações do MST. Para este ano, o Incra prevê que sejam assentadas 2,2 mil famílias.


