MST pede renegociação das dívidas de assentados
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
Cerca de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) devem participar hoje de manhã, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), de uma mobilização pela renegociação das dívidas dos assentados. O protesto, segundo o coordenador do movimento, Anísio Cardoso, será realizado em todo o País, buscando a sensibilização dos integrantes do Conselho Monetário Nacional (CNM) que votam hoje, em Brasília (DF) a proposta de renegociação das dívidas dos pequenos agricultores.
Os assentados se concentram, às 10 horas, em frente à Cooperativa de Comércio e Reforma Agrária União Camponesa (que pertence ao movimento) e saem em passeata pelas ruas da cidade. Depois realizam um ato público em frente à prefeitura.
A mobilização, destaca Cardoso, é para criticar o modelo da agricultura nacional que favorece apenas os grandes produtores sem incentivos para os investimentos dos pequenos produtores. Assim, com os baixos preços e a produtividade limitada não sobram recursos nem mesmo para pagar as dívidas.
Os assentados, de acordo com Cardoso, possuem dívidas antigas de recursos
obtidos através do extinto Programa de Crédito Especial da Reforma Agrária (Procera). A inadimplência os impossibilita de obter financiamentos para continuar a produção. A renegociação permitirá que a dívida seja paga em 10 anos, com dois anos de carência.


