José Paulo Lacerda/Agência Estado
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ReconhecimentoMichel Temer, com líderes do MST, assina bandeira da reforma agráriaA aprovação de leis que acelerem a reforma agrária no País foi a principal reivindicação dos seis líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que se reuniram na manhã de ontem com o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). Gilmar Mauro, João Pedro Stédile, José Rainha Júnior, Gilberto Portes, Darci Maschio e Marina dos Santos, do MST, participaram dos dois encontros, que contou ainda com a presença dos senadores petistas Lauro Campos (DF), Eduardo Suplicy (SP) e José Eduardo Dutra (SE), e dos deputados Luiz Eduardo Greenhalg, Paulo Rocha e Maria Laura.
Os integrantes do MST pediram para serem aprovados, especialmente, em caráter de urgência, quatro projetos de lei em tramitação no Senado e na Câmara. São eles o projeto do senador Flaviano Melo (PMDB-AC) e do deputado Domingos Dutra (PT-SE), que modifica a lei agrária; os projetos do senador Roberto Freire (PPS-PE) e do deputado Luiz Eduardo Greenhalg (PT-SP), que impedem o pagamento de juros compensatórios nas ações de desapropriações; o projeto do deputado Domingos Dutra, já aprovado pela Câmara, que impede a concessão de liminares em despejos coletivos no meio rural; e o projeto do deputado Waldomiro Fioravante (PT-RS), sobre as transferências de terras dos bancos para a reforma agrária.
O MST também exigiu dos parlamentares providências para que os responsáveis pelas mortes de trabalhadores rurais em Corumbiara e Eldorado de Carajás (PA) sejam punidos.
‘‘Ficamos satisfeitos com os encontros porque conseguimos nosso objetivo, que era encaminhar os pedidos’’, afirmou Mauro, na saída do Congresso. Ele disse ainda que a posição do senador Antônio Carlos Magalhães foi ‘‘mais contundente’’ do que a do deputado Temer. Segundo o senador, os projetos deverão ser colocados em pauta nas próximas sessões. ‘‘Vou exigir presteza das comissões para os trabalhos irem logo a plenário’’, afirmou ACM.
O presidente da Câmara fez um reconhecimento à importância do MST como um movimento social, mas rebateu as críticas dirigidas ao governo e ao Congresso. Temer sustentou que o Legislativo não pode ser acusado de dificultar a reforma agrária. ‘‘O Congresso chegou antes do MST em muitos pontos’’, disse ele, referindo-se às leis votadas (especialmente a que acelera o rito sumário de desapropriação de terras) e à iniciativa de acompanhar de perto o processo de reforma agrária. Com relação ao governo, Temer afirmou que ‘‘está fazendo o que pode: assentou mais do que todos os governos anteriores e há a disposição de continuar fazendo’’.

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