MST pede estudo do Incra para deixar fazenda
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sexta-feira, 20 de junho de 2003
Herika Fondazzi<br>Reportagem Local 
Os cerca de mil agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que invadiram, na quarta-feira, a Fazenda Laranjeiras, no município de Rio Bonito do Iguaçu (125 km a oeste de Guarapuava), afirmam que não sairão do local. A propriedade está dividida legalmente em cinco matrículas e possui 13 donos. Uma das matrículas da fazenda, de posse do prefeito do município, Cezar Augusto Bovino (PMDB), é a que foi invadida pelo MST. O pedido de reintegração de posse foi expedido no mesmo dia pelo fórum de Laranjeiras do Sul, mas até o final da tarde de ontem a desocupação não havia sido definida.
Os invasores afirmam que vão continuar no local até que seja feito um estudo para confirmar a possibilidade de desapropriação da fazenda. O presidente da Comissão Especial de Mediação de Questões Agrárias, o secretário do Emprego, Trabalho e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, estará com os agricultores neste final de semana para tentar uma solução.
De acordo com o prefeito, a invasão ocorreu por motivos políticos. Bovino afirma que desde a última eleição, membros do MST ameaçam invadir a fazenda porque derrotou o candidato que tinha apoio do movimento. Líderes dos agricultores sem-terra no Estado dizem que a propriedade foi invadida porque as terras estariam com a documentação irregular, mas a informação não foi confirmada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O comando da Polícia Militar da região disse que a situação é tranqüila e que apenas alguns policiais estão no local para evitar conflitos.


