MST-PE não entra com habeas-corpus para libertar Amorim
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sexta-feira, 21 de agosto de 1998
Agência Estado 
Orientado pela direção nacional, a seção pernambucana do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) decidiu não ingressar com habeas-corpus na Justiça para libertar o líder Jaime Amorim. Ele está preso em Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, desde quarta-feira, acusado de formação de quadrilha e incentivo à desordem social.
O advogado do MST-PE, João Arnaldo Novaes, disse que apesar de a prisão de Jaime Amorim não ter fundamentação legal e ser política, o movimento achou melhor esperar o julgamento de um habeas-corpus impetrado no Tribunal de Justiça pela libertação de outros dois sem-terra, presos há quatro meses em Sao Bento do Una, a 200 quilômetros do Recife. Claudio Jorge Oliveira e Carlos Roberto dos Santos resistiram a uma ordem de despejo da Fazenda Santa Rita.Como a prisão de Amorim está vinculada a esse processo, se a liminar for concedida ele será automaticamente beneficiado, afirmou Novaes.
De acordo com Carlos Brasileiro, também da coordenação do MST no Estado, o movimento espera que o juiz de São Bento do Una, Gilvan Macedo dos Santos, reavalie o decreto de prisão preventiva e suspenda a medida. O otimismo se deve à interferência do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Eterio Galvão, que considerou a decisão do juiz equivocada e, numa conversa ao telefone, lhe pediu prudência. Para Galvão, sob pretexto de manter a ordem, a prisão de Amorim pode gerar mais transtornos.


