MST ocupa oito praças de pedágio no Paraná
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quinta-feira, 28 de abril de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam ontem oito das 27 praças de pedágio do Anel de Integração do Paraná. A coordenação estadual do MST informou que as ações faziam parte da movimentação para a Marcha Nacional pela Reforma Agrária, que sairá de Goiânia rumo a Brasília na próxima segunda-feira. Até o início da noite, apenas uma das praças permanecia ocupada - a de Jataizinho, na BR-369, na região de Londrina. A previsão era de que seria desocupada ainda ontem.
A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) informou que câmeras dos sistemas de segurança e cancelas foram quebradas e cabos telefônicos cortados em algumas praças. ''As estradas não são propriedade das concessionárias, elas são patrimônio público do Paraná. Os prejuízos gerados por esta depredação serão cobrados do governo do Estado e, portanto, da população. Acho que a polícia não realizou a ação adequada diante destes atos'', afirmou João Chiminazzo Neto, diretor da ABCR.
José Damasceno, coordenador estadual do MST, negou que tenha havido depredação nas praças de pedágio. ''Estas acusações baixas vêm de quem quer denegrir a imagem do movimento. Já estamos acostumados com isso. Não quebramos nada nem fizemos cobrança nenhuma dos motoristas. Estas ocupações serviram para protestar contra o pedágio e principalmente para falar com a população sobre a Marcha Nacional pela Reforma Agrária'', disse ele.
Das praças administradas pela concessionária Rodonorte, foram ocupadas a de São Luiz do Purunã, na BR-277, e a de Mauá da Serra, na BR-376. Das praças da Econorte, foi ocupada apenas a de Jataizinho. Além destas, foram alvo de ocupação as praças de Cascavel e de São Miguel do Iguaçu, ambas na BR-277 e administradas pela Rodovia das Cataratas, a de Arapongas (na BR-369) e a de Presidente Castelo Branco (na BR-376), ambas da Viapar, e a da Lapa (na PR-427), administrada pela Caminhos do Paraná. Integrantes do MST passaram pela praça de Mandaguari, na BR-376, mas não chegaram a ocupá-la.
O comando da Polícia Militar informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que policiais estiveram nas praças e apenas observaram a movimentação. A justificativa foi de que ações só poderiam ser tomadas após determinação judicial, já que se tratava de ocupações de locais privados. As concessionárias entraram com pedidos de reintegração de posse.


