MST nega prática de crime ambiental
A direção estadual do MST negou em Curitiba ter qualquer ligação com a prática de crime ambiental no assentamento Ireno Alves dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu. Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) fecharam esta semana uma serraria clandestina que funcionava dentro do assentamento. Os dirigentes do movimento pedem que ‘‘os verdadeiros culpados sejam autuados e responsabilizados’’.
Em nota, o MST diz que causou estranheza que o flagrante foi creditado pela imprensa e moradores aos sem-terra que vivem no assentamento. O engenheiro florestal Rafael Ferreira, que integra a coordenação ambiental do MST, disse que o IAP, assim como o Incra e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram procurados para analisar um Plano de Controle Ambiental na região, mas ninguém manifestou qualquer interesse.
‘‘Estes órgãos somente repassavam responsabilidades um para outro, não dando a devida importância que exigia’’, denunciou o comunicado. O MST frisou que não é contra o fechamento das serrarias clandestinas, que segundo o movimento, além de dilapidar o patrimônio florestal, explora os assentados ao comprar madeira nobre em troca de preços irrisórios. Por causa da falta de resposta à proposta do MST, os dirigentes do movimento culpam os representantes do Incra, Ibama e IAP na região de Rio Bonito do Iguaçu de permitir que a serraria funcionasse na ilegalidade durante três anos. (D.M.)

mockup