Um acordo entre a superintendência estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) garantiu a desocupação da Fazenda Comil, em Diamante do Oeste, invadida na última terça-feira.

Os membros do MST deixaram a área e montaram acampamento do lado de fora, às margens da rodovia. A medida, segunda eles, foi para garantir que serão os primeiros beneficiados assim que o Incra adquira as terras.

O coordenador regional do Incra, Araídes Duarte, disse que cerca de 40 famílias ficarão no local para evitar que famílias dissidentes do movimento tentem se apropriar da propriedade de 3,3 mil hectares. Ele ressalta que aceitaram deixar a propriedade porque receberam a promessa de que o trâmite de transferência das terras para o Incra já está adiantado.

O superintendente estadual do Incra, José Carlos de Araújo Vieira, explicou que se a área não fosse desocupada o processo de assentamento ficaria prejudicado pois deixaria de ser um caso de reforma agrária e se transformaria em ''caso de polícia''. Ele ressaltou que a tramitação do processo de transferência é moroso porque as terras estão situadas em uma faixa de fronteira.

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