Salvador, 18 (AE)- Quatro funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Bahia, entre os quais o superintendente-adjunto Luís Gugé Fernandes, permanecem como reféns de 450 trabalhadores rurais do Movimento dos Sem-Terra (MST) na manhã de hoje no prédio do órgão na capital baiana. Um grupo de vinte policiais federais fortemente armados, está no local para garantir a segurança física dos servidores e as dependências do prédio.
O líder da ocupação, Mauro Costa rejeitava o termo "refém", alegando que os funcionários estavam ajudando o MST a articular uma reunião com o ministro da Polícia Fundiária, Raul Jungmann. Para justificar sua tese, lembrou que à noite, liberou dois funcionários que tinham problemas a resolver em casa. Ao contrário do que se divulgou ontem à noite, seis e não oito servidores do Incra foram retidos pelos trabalhadores.
Segundo Costa, o deputado federal Jacques Wágner (PT-BA) e um representante do governo da Bahia seguiram hoje para Brasília para tentar marcar a reunião das lideranças baianas dos sem-terra com Jungmann que seria realizada no dia 21, em Porto Seguro. Costa garantiu que o clima no prédio do Incra é de tranquilidade, "mas pode ficar feio, se a polícia quiser tirar a gente daqui", disse.

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