MST mantém bancários reféns no Pará para pressionar governo a liberar verbas
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quinta-feira, 23 de dezembro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 23 (AE) - O gerente do Banco do Brasil em Parauapebas, no sudeste do Pará, Nilo Aurélio Ramos, e o subgerente, Marcelo Souza, são mantidos reféns do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) deste o início da tarde de hoje. Líderes do MST, que juntamente com 1.500 assentados de várias fazendas da região ocupam o prédio do BB desde ontem, afirmam que só irão libertar Ramos e Souza quando o governo federal liberar R$ 15 milhões do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), retidos em Brasília há dois meses. "Vamos ficar aqui e passar o Natal com eles", disse Gladson Barbosa, do MST.
Em Brasília, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Orlando Muniz, disse não entender o motivo do protesto, garantindo que todos os recursos destinados ao MST no sul do Pará "já foram repassados ao movimento".


