MST libera cancelas em praças de pedágio
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sexta-feira, 01 de maio de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina Liderados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), manifestantes levantaram cancelas em praças de pedágio em todo o Brasil para marcar o Dia do Trabalhador com reivindicações. No Paraná, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o protesto ocupou praças de pedágio espalhadas por todo o Estado. A ação teve início às 9 horas da manhã e, segundo José Damasceno, coordenador estadual do MST, foram liberadas 19 praças de pedágio nas rodovias paranaenses. As manifestações duraram até por volta das 17 horas.
A pauta de reivindicações incluía agilidade na reforma agrária, incentivo à agricultura familiar e reforma política com constituinte exclusiva, entre outras ações. Os sem terra também se posicionaram contra o projeto de terceirização no mercado de trabalho (PL 4330) e protestaram em solidariedade aos cerca de 200 servidores que foram agredidos pela Polícia Militar no Centro Cívico, em Curitiba, na última quarta-feira. "Nós não realizamos interdições de pista. A manifestação é tranquila", garantiu Damasceno.
Ele estimou que 500 pessoas participaram da manifestação na praça de pedágio de Arapongas, na BR-369. O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Júnior César Cavalcanti, confirmou que o movimento se espalhou por todo o Estado, mas apresentou números menores de participantes nos protestos. "Eu calculo que há uma média de 200 participantes das manifestações por praça de pedágio", contabilizou. Ele apontou que o protesto foi feito de maneira pacífica e não houve qualquer tipo de depredação ou vandalismo. Cavalcanti afirmou que houve uma tentativa de interdito proibitório para impedir que os manifestantes realizassem o protesto em uma das praças da região, mas a Justiça teria negado essa liminar em favor da concessionária que administra a rodovia.
INVASÃO
Cerca de 400 integrantes do MST invadiram ontem pela manhã a Fazenda Itaverá, em Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina). A propriedade já havia sido ocupada anteriormente pelos sem-terra, mas os proprietários obtiveram a reintegração de posse na Justiça. As famílias do MST alegam que a fazenda está improdutiva e que a invasão foi uma forma de agilizar o processo de assentamento por parte do Incra. (Com Lucas Emanuel Andrade/Equipe Bonde)


