Curitiba - Uma mobilização na manhã de ontem reuniu aproximadamente 700 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Centro de Curitiba. O encontro faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, que acontece em diversas cidades do Brasil, e é realizado para lembrar o massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, em 1996, quando 19 pessoas foram mortas.
Na manhã de ontem, famílias vindas de diversas partes do Paraná se reuniram em frente ao monumento Antônio Tavares, em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), onde foi realizado um ato simbólico. Em seguida eles seguiram para Curitiba e fizeram uma passeata pelo Centro da cidade.
A manifestação acabou em frente à Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Lá eles entregaram uma pauta de reivindicações ao superintendente do Incra, Nilton Bezerra Guedes. Entre as solicitações estão assistência técnica para as famílias assentadas e infra-estrutura para os assentamentos, como crédito para habitação e renegociação de dívidas.
O principal pedido dos integrantes do movimento é o assentamento das cinco mil famílias que permanecem acampadas no Paraná. Segundo a assessoria de imprensa do MST, em todo o Brasil esse número sobre para 90 mil famílias.
Os manifestantes estão acampados em um ginásio de esportes no bairro Tarumã, em Curitiba. Hoje eles participam de uma reunião com integrantes do Incra e amanhã realizam um encontro com membros da Secretaria da Educação e da Saúde. Na sexta-feira está prevista uma reunião com membros do governo do Estado no Museu Oscar Niemeyer, para discutir as reivindicações do grupo.

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