MST invade fazenda no Pará pela terceira vez
foi invadida ontem (20) por 140 famílias de lavradores pertencentes ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Esta foi a terceira invasão da área, mas agora o MST garante que ninguém vai tirar os sem terra do local. "Agora a ocupação é definitiva. Os trabalhadores vão plantar arroz, feijão e milho para garantir a sobrevivência de todos", afirmou o líder do movimento, Betinho de Souza. O coordenador regional do MST, Lindomar Silva, informou que a ocupação foi "pacífica e sem qualquer incidente". Os sem terra chegaram durante a madrugada, quando dois vigias da propriedade e suas famílias ainda dormiam. Um deles saiu logo pela manhã, levando seus pertences, mas o outro vigia, João Raimundo Souza, explicou que não poderia sair porque sua mulher estava de "resguardo", pois acabara de ter filho. O MST, segundo Lindomar Silva, convidou o casal para permanecer na fazenda com o bebê e se juntar ao movimento. "Isso só depende deles." O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PT), prometeu apoiar com recursos um projeto de agricultura familiar na área invadida. A direção do Incra em Belém diz que o problema não é com o órgão
pois este tem competência para atuar em áreas rurais e não urbanas, como é o caso da Taba. O funcionário da Taba, Ulisses Monteiro, prometeu pedir à Justiça a reintegração de posse da fazenda. A fazenda pertence a uma empresa de aviação que não pagou indenizações a 180 ex-empregados. A área foi penhorada na Justiça do Trabalho para pagamento da dívida.Por Carlos Mendes Belém, 21 (AE) - A Fazenda Taba, em Mosqueiro, distrito de Belém





