MST exige libertação de presos em Marabá
Agência Estado
Cerca de 1.500 trabalhadores sem-terra e acampados do sul do Pará fizeram ontem, nas ruas de Marabá, uma passeata em favor da libertação de 15 lavradores acusados de participar da invasão da Fazenda Cabaceira, em Eldorado dos Carajás, há 12 dias. A Polícia Militar montou barreiras na cidade e deslocou 500 homens para proteger diversos prédios públicos.
Em frente ao Fórum, líderes do MST e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) criticaram as polícias Civil e Militar, afirmando que ambas estão a serviço de fazendeiros na região para forjar flagrantes de invasão e perseguir trabalhadores rurais.
Parentes dos agricultores presos denunciaram que a polícia restringe visitas e constrange mulheres com revistas indiscretas na penitenciária Mariano Antunes, para onde eles foram transferidos. Um manifesto lido por dirigentes do MST, Fetagri e Comissão Pastoral da Terra acrescentou que os policiais colocaram os sem-terra nas mesmas celas ocupadas por homicidas, estupradores e traficantes de drogas.
Anhembi A juíza Lígia Cristina Berardi Possas, da 1ª Vara da Comarca de Conchas, estendeu ontem para cinco dias o prazo dado aos sem-terra para a desocupação da Fazenda Boa Esperança, no município de Anhembi (SP), invadida desde segunda-feira. Eles tinham 48 horas para deixar a fazenda, mas depois de uma negociação tensa entre dois oficiais de Justiça, o proprietário da fazenda, Osvaldo Calcidoni, e os líderes dos sem-terra a juíza fixou novo prazo, até domingo.





