Curitiba, 15 (AE) - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) farão uma manifestação quinta-feira (17) no Centro Cívico, em Curitiba. Os sem-terra estão acampados no local desde o dia 8 e os professores chegam na quinta. Cerca de 50 pessoas, ligadas ao sindicato, iniciaram na sexta-feira (11) uma marcha de Ponta Grossa a Curitiba.
A APP-Sindicato está anunciando que não haverá aulas na quinta, com isso os servidores estaduais da Educação ficariam liberados para engrossar a manifestação. Os professores pretendem fazer um protesto na Assembléia Legislativa, que ainda não avaliou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários enviado pelo sindicato há um ano. Os docentes reivindicam reposição salarial de 29,48% e reclamam do desconto para a formação do fundo de pensão ParanáPrevidência.
Justiça - A APP-Sindicato conseguiu hoje uma liminar que obriga o depósito do dinheiro em conta judicial, sem repasse à ParanáPrevidência.
Reivindicação - O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), que viajou para os Estados Unidos no dia 6, volta amanhã (16) à tarde, mas deve aparecer no Palácio Iguaçu´apenas na quinta-feira. O MST pretende marcar audiência com Lerner para negociar a pauta de reivindicações que está preparando. Segundo o coordenador do MST Roberto Baggio, a pauta deve ter dois blocos. No primeiro, será pedido o fim da violência contra os sem-terra e, no segundo, um programa constante de assentamentos.
Dispostos a permanecer acampados até que haja uma "resposta concreta" do governo, os coordenadores estão montando uma sala de aula no prédio do Fórum, cujas obras estão paralisadas. Eles receberam doação de carteiras da Igreja Católica e aguardam a resposta do governo sobre o pedido de material pedagógico. Entre as cerca de 1.500 pessoas há 105 crianças com idades entre 6 meses e 14 anos, várias delas matriculadas em escolas públicas, além de 98 adultos e jovens analfabetos e outros 78 que estão para concluir a 4ª série do 1ºgrau.

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