MST e Contag negam que ênfase do movimento tenha mudado9/Mar, 20:34 Brasília, 09 (AE) - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) criticaram o Ministério da Reforma Agrária por não ter incluído em seu balanço de invasões o registro do aumento da violência no campo este ano."O governo contabiliza 26 invasões este ano, mas, só no âmbito da Contag, fizemos mais do que isso", diz Sebastião Rocha, diretor da entidade. Roberto Baggio, do MST, lembrou que a entidade tem hoje pelo menos cem acampamentos a mais do que em novembro. As entidades desmentem a versão oficial de que a ênfase do movimento passou a ser crédito e assistência técnica. "Essas áreas são essenciais, mas a distribuição de terra está longe de estar resolvida", diz Baggio. Ele ressalta que o número de assentamentos desde 1994 é três vezes menor que o de pequenas propriedades rurais desaparecidas. Mesmo a Sociedade Rural Brasileira (SRB), que representa os proprietários, avalia que o ritmo dos assentamentos está muito abaixo do necessário: "No Mato Grosso do Sul, temos 12 mil famílias acampadas e, em 1999, o governo assentou apenas mil 20% do previsto", diz Carlos Rochelle, diretor da SRB, que considera positiva, porém, a política agrícola anunciada.

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