Cerca de 150 pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocupam há três dias a sede da fazenda Coqueirão, no município de Guarantã (SP). Os proprietários da fazenda acusam os sem-terra de estarem destruindo a casa, mesmo método usado pelo movimento durante a ocupação da fazenda Rio Verde, em Itararé (SP).
O advogado dos proprietários da fazenda, José Roberto Teixeira, disse que possui um interdito proibitório - medida judicial que proíbe os sem-terra de ocupar a área.
O advogado requisitou força policial para retirar os sem-terra da fazenda, que já foi invadida três vezes neste ano. A propriedade faz parte do espólio de Herculano Ribas. A Polícia Militar aguardava ontem a comunicação da Justiça para a desocupação da área.
O líder dos sem-terra na região Armiro Maia Neto disse que a fazenda é improdutiva e reivindica a vistoria da propriedade pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
O delegado de Guarantã (400 quilômetros a oeste de São Paulo), Marcelo Muniz, disse não ter conhecimento de que os sem-terra estejam praticando destruição na propriedade.
Teixeira disse que os sem-terra soltaram cavalos ontem e misturaram o gado no pasto. Segundo ele, a casa, de dois pavimentos e com piscina, está sendo depredada pelo grupo. O MST nega que a propriedade esteja sendo destruída.
Os proprietários da fazenda Rio Verde tinham encontro marcado ontem em São Paulo com representantes do governo paulista para discutir os danos provocados pelo MST à propriedade.

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