Nantes, SP - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) conseguiu escapar do despejo das 50 famílias acampadas numa estrada municipal de Nantes, no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste de São Paulo, sem retirar o acampamento do município. A estratégia foi mudar as famílias do local onde estavam acampadas, à beira de uma estrada rural da Fazenda Bela Vista, para a margem de outra estrada vicinal, a cerca de 1 quilômetro.
A nova ocupação ocorreu no início da tarde de ontem, quando vencia o prazo dado pelo juiz distrital de Iepê, Valdir Ricardo Lima Pompeo Marinho, para a remoção das famílias. O Acampamento Frei Paulino foi montado na estrada municipal que liga Nantes e Mirandópolis, a 500 metros da área urbana.
Os barracos começaram a ser erguidos junto à cerca da Fazenda Ycatu, voltada para a criação de gado de corte. Segundo o coordenador Luciano de Lima, de 24 anos, o prefeito Marcos Vinicius Zago (PTB) comprometeu-se a não requerer novo despejo. O prefeito não foi encontrado. Segundo assessores, ele estava em viagem ontem.
O coordenador regional do MST, Paulo Costa Albuquerque, disse que os advogados do movimento estão tentando prorrogar o prazo dado pelo juiz Aristóteles de Alencar Sampaio para a saída das 320 famílias acampadas em um terreno da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), na área urbana de Pirapozinho. O prazo de cinco dias começou a correr ontem. De acordo com Albuquerque, as decisões judiciais não vão impedir o MST de continuar agregando famílias ao movimento. ''Vamos manter e massificar os acampamentos.''

mockup