Pelo menos nos próximos 10 dias, as 100 famílias integrantes do MST, que estão acampadas ao lado da Fazenda Rincão em Ibaiti (80 km ao sul de Jacarezinho), não vão sair do local. O MST não concordou com o resultado da vistoria feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e já pediu revisão do laudo apresentado.
‘‘Não foi correta a maneira como o Incra se posicionou. Não vamos aceitar. O dado que o fazendeiro aponta de ter 644 cabeças de gado em 600 hectares não procede. Temos informações do próprio pessoal dele, que a fazenda nunca teve mais que 400 cabeças’’, afirmou o líder regional do MST, Luiz Alonso Sales.
Segundo ele, o movimento tem direito de questionar tecnicamente a vistoria. ‘‘Nós só efetuamos invasões em áreas que sabemos que são improdutivas. Temos base para isso’’, garantiu Sales. Ele disse ainda que os problemas causados no local estão vindo dos seguranças, que estão armados, e da própria polícia.
A fazenda Rincão foi invadida no dia 25 de fevereiro por 50 famílias. Agora o número chega a 100. O fazendeiro Rudolf Reich disse estar satisfeito com o trabalho do Incra, e se sente ameaçado pelos sem-terra. ‘‘Ontem, eu estava marcando o gado dentro da propriedade e eles dispararam tiros. Os meus seguranças estão respeitando, por enquanto’’, afirmou.

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