O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) resolveu dar prazo até as 11 horas de hoje para que sejam libertados os oito líderes presos no Paraná e revogadas as prisões preventivas de outros três que estão foragidos. Segundo o líder Roberto Baggio, caso a reivindicação não seja atendida, os sem-terra acamparão por tempo indeterminado em frente ao Palácio Iguaçu.
O anúncio foi feito no início da noite, depois de uma reunião entre lideranças do MST; o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi; e o procurador geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior. Durante a reunião, Sotto Maior anunciou que o procurador de Justiça José Júlio Amaral Cleto deu ontem pareceres favoráveis à libertação de quatro sem-terra: Delfino José Becker e Celso Anghinoni (presos em Paranavaí) e Fausto Salmazo e José Fausto dos Santos (Nova Cantu).
Segundo Sotto Maior, o procurador opinou pela libertação porque ‘‘o momento que justificou a decretação da prisão preventiva já se alterou, com a abertura de negociações’’. Ele ressaltou também que Becker e Anghinoni não vivem em áreas invadidas, mas estão assentados num área desapropriada pela Incra, onde produzem arroz.
Os pareceres foram encaminhados ao desembargador Jony Jesus Campos Matos, relator dos pedidos de habeas-corpus impetrados no Tribunal de Justiça em favor dos presos. Os pedidos deverão ser apreciados amanhã pela Câmara Criminal do TJ, mas os sem-terra querem que a reunião seja antecipada.

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