MST diz que Estado
se recusa a negociar
O assessor de política fundiária do Estado, Antonio Carlos da Costa Coelho, disse que não tem como negociar com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por não concordar com a política publicitária mantida durante o acampamento na Praça Nossa Senhora da Salette, no Centro Cívico, em Curitiba. Ele alegou ainda que convocou as lideranças do MST para duas reuniões, desmarcadas pelo grupo sem qualquer motivo aparente.
Rogério Mauro, um dos coordenadores do MST, reagiu à acusação e disse que nunca os líderes do movimento se recusaram a dialogar com o Estado. ‘‘Estamos na terceira conversa e nenhum convênio foi assinado. Precisamos de ações.’’ ‘‘Não daremos continuidade aos convênios, até que o clima melhore. Queremos uma contrapartida do MST’’, rebateu Coelho.
Enquanto o governo quer começar a assinar os convênios após a saída dos sem-terra de Curitiba, as lideranças dizem que não deixarão a cidade até que todos os convênios sejam assinados. ‘‘O nosso acampamento aqui não servirá de moeda de troca para que as coisas comecem a caminhar. A moeda de troca é fazer andar a reforma agrária’’, disse José Damasceno, um dos coordenadores do MST.
Entre os convênios que devem ser assinados pelo Estado estão o de assistência médica nos acampamentos, da educação e condições para a capacitação dos trabalhadores. Para garantir o cumprimento das promessas federais, os sem-terra resolveram adotar a estratégia de fazer ocupações diárias na sede estadual do Incra, em Curitiba. (LP)

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