Agência Estado
De São Leopoldo
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) decidiu ocupar todas as fazendas que cultivam plantas transgênicas no Rio Grande do Sul, além das propriedades rurais improdutivas com mais de 500 hectares e áreas na Campanha gaúcha, ao redor de Bagé, caso o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não reinicie as vistorias na região, suspensas desde o início do ano passado. As decisões do MST foram tomadas durante o 17º Encontro Estadual, que terminou ontem em São Leopoldo.
Mário Lill, da direção estadual do movimento, defendeu o enquadramento das propriedades que plantam transgênicos nos mesmos critérios que garantem a expropriação (sem indenização) para reforma agrária das terras destinadas ao cultivo de drogas. ‘‘Estamos mapeando as áreas na perspectiva de ocupá-las e destruir a produção ilegal.’’ O movimento também exige que o Incra cumpra a promessa de liberar mais 7 mil hectares para o assentamento de 340 famílias até o dia 24 deste mês. De janeiro até agora o instituto assentou 674 famílias no Estado, mas a meta no início do ano era, em conjunto com o governo estadual, entregar terra a 2,5 mil famílias.
Segundo o dirigente estadual do MST, Aílton Croda, o movimento protocolou 15 áreas com mais de 5 mil hectares (totalizando 126 mil hectares) no Incra no ano passado. Mas os proprietários rurais não permitem a vistoria por não concordar com o índice de 0,8 unidade animal por hectare como padrão mínimo de produtividade.

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