MST critica morosidade do Incra
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quinta-feira, 16 de agosto de 2001
Israel Reinstein<BR>De Curitiba 
A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está criticando a demora de assentamentos realizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Dez meses após se firmar um acordo de trégua nos conflitos do campo, o governo federal teria assentado apenas 650 famílias de uma previsão de mais de 2 mil. Ontem, representantes regionais do MST, do Incra e o ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, se reuniram em Curitiba para discutir o assunto.
Segundo Rogério Mauro, um dos coordenadores do MST, nas regiões do Noroeste e Oeste do Estado os acampados estão nervosos. ''A situação está se tensa e delicada em diversas regiões do Estado'', disse Mauro. Ele explicou que a demora na liberação de terra e a aproximação da data de plantio estão estimulando os acampados a querer retomar as ocupações.
O ouvidor agrário, Gercino José da Silva Filho, admitiu que houve alguma demora. Mas ele ressaltou que o processo vem agilizando o assentamento. Pelo cronograma já estão em fase final de regularização 12 áreas destinadas para 1,2 mil famílias.
Os sem-terra se queixam de perseguição política em Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu. Outro problema são os pedidos de prisão preventiva de 35 líderes do movimento. ''Serão realizadas audiências públicas nestas duas cidades para resolver os problemas dos sem-terras'', disse Gercino da Silva Filho, afirmando que serão convocados representantes dos municípios, do Ministério Público e da Justiça. Ainda não foi marcada a data dessas reuniões.


