MST critica Jungmann e promete reagir
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quarta-feira, 10 de março de 1999
Agência Estado 
O novo programa de reforma agrária do governo federal já recebe críticas antes mesmo de ser oficialmente apresentado. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) do Rio Grande do Sul enviou, ontem, nota à imprensa em que ataca os planos do ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann e promete manifestações de protesto. Vai haver reação maior em todos os 22 Estados onde o MST está organizado, antecipou Augusto Olsson, um dos coordenadores estaduais do movimento. A proposta do governo só deve ser divulgada amanhã.
Segundo o líder do MST, serão usadas todas as formas de pressão. O movimento acredita que Jungmann pretende sucatear o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e transferir o programa para os municípios. O governo definiu que os assentados da reforma agrária serão atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é um crédito que a maioria dos pequenos não tem acesso e com condições de pagamento inaceitáveis, diz o MST em seu comunicado.
Incra - Os trabalhadores sem-terra acampados desde anteontem na entrada da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Campo Grande, já falam em adotar medidas radicais caso não tenham suas reivindicações atendidas. São cerca de 800 trabalhadores, oriundos de 45 municípios do Mato Grosso do Sul, que lutam pela liberação de recursos para os assentados e aumento do crédito para agricultura familiar.


