MST convoca 2 mil para organizar novas invasões
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sábado, 20 de dezembro de 1997
José Maria Tomazela Agência Estado Avaré 
O MST definiu uma estratégia para ocupar 50 mil hectares de fazendas na região de Avaré (Oeste de São Paulo), a partir de janeiro. Auxiliados por sindicatos ligados à CUT e à Comissão Pastoral da Terra (CPT), dirigentes esperam cadastrar pelo menos 2 mil famílias para as invasões.
Se não houver candidatos suficientes na região, serão convocadas famílias que já estão cadastradas em cidades de maior porte, como Bauru, Sorocaba e Campinas. Já temos famílias dessas regiões em nosso acampamento, disse o coordenador estadual Miguel Serpa, líder do Acampamento Zumbi 2, na cidade de Iaras.
A tática, segundo Serpa, é tomar posse de terras cujos títulos de propriedade possam ser discutidos na Justiça. Só não vamos ocupar aquelas comprovadamente produtivas. O conceito de terra produtiva não inclui as fazendas de reflorestamentos, que são comuns na região, segundo ele. Com raras exceções, essas fazendas não empregam ninguém e não cumprem nenhuma função social, disse.
O coordenador acredita que a região de Avaré poderá se transformar em um novo Pontal do Paranapanema por causa da quantidade de terras cuja titularidade é contestada pelo MST. Na verdade, o governo é dono destas áreas, adquiridas em 1910 para um projeto de reflorestamento que acabou não vingando, disse. Os atuais proprietários grilaram as fazendas e não têm documentos que comprovam a propriedade, segundo ele.


