MST busca nova áreas no Paraná
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sábado, 20 de novembro de 2010
Eli Araujo<BR> Reportagem local 
Londrina - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) está em busca de novas áreas que considera ''improdutivas'' e que poderão ser desapropriadas para fins de reforma agrária no Paraná A informação é de José Damasceno, da coordenação do movimento no Estado, que não revela as propriedades passíveis de ocupação, mas garante que a prioridade é o Norte do Estado Outra região de interesse do MST é o Norte Pioneiro
Damasceno afirma que o objetivo é fazer o que define como ''êxodo inverso'', ao contrário do que houve entre as décadas de 1960 e 1990, quando milhares de famílias deixaram o campo e se mudaram para os grandes centros urbanos ''O que o movimento quer agora é que as famílias deixem a cidade e voltem para o campo, estabelecendo novas comunidades rurais e produzindo em pequenos lotes'', explica
O líder do MST diz que em 26 anos do movimento no Paraná foram assentadas 20 mil famílias em 280 propriedades O maior assentamento da América Latina fica na antiga Fazenda Jacometi, que se localiza entre os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu, na Região Centro-Sul, onde foram alojadas 2,5 mil famílias
Segundo Damasceno, atualmente há 6 mil famílias acampadas em 60 áreas aguardando a liberação das propriedades para ocupação Ele afirma também que não são apenas as terras que o movimento considera improdutivas que podem ser ocupadas Outra alternativa, justifica, é que o fazendeiro interessado em dispor de sua área pode fazer a negociação diretamente com o Ministério do Desenvolvimento Agrário
Um exemplo é o que acontece com a Fazenda Guairacá, no Distrito de Lerroville, em Londrina, onde devem ser assentadas cerca de 700 famílias em uma área de 7,3 mil hectares ''A área negociada também faz parte do interesse do movimento, mas nós vamos continuar buscando outras áreas improdutivas'', afirma
Jacarezinho
A liberação da Fazenda Cambará para ocupação definitiva pelo MST é o ponto de partida para que o município de Jacarezinho se torne referência em termos de reforma agrária A opinião é compartilhada tanto pela coordenação estadual do movimento quanto pela administração municipal O secretário de Agricultura do município, José Antonio Costa, diz que o fato da prefeita Tina Toneti ser filiada ao PT facilitou o processo Ela participou diretamente das negociações
De acordo com o secretário, é relevante para a economia de Jacarezinho que o município se torne polo de reforma agrária ''Serão 70 famílias trabalhando e isso vai gerar recursos para o município'', afirma Costa reconhece, entretanto, que há muita oposição à iniciativa


