Marília, SP, 01 (AE) - Cerca de 400 sem-terra ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) do Pontal do Paranapanema bloquearam hoje (01) a ponte que liga São Paulo ao Paraná, em Mirante do Paranapanema (SP). O protesto, contra a prisão de dirigentes e militantes do MST nos dois estados, começou às 8 horas e foi encerrado às 13h. O congestionamento chegou a 20 quilômetros.
O dirigente do MST, Cledson Mendes, informou que a manifestação foi de repúdio ao tratamento dado a sem-terra, acampados e assentados pelos governos de São Paulo e do Paraná. Segundo Mendes, o governador Jaime Lerner (PFL-PR) é responsável pela prisão de 41 sem-terra. Em São Paulo, ele responsabiliza o governador Mário Covas (PSDB) pela prisão de 16 pessoas na região de Porto Feliz.
Em nota distribuída hoje o MST do Pontal acusou Lerner de assumir publicamente sua vocação neonazista, instalando no Paraná um regime de arbitrariedade, terror e medo. O documento afirma que o governador paranaense executou, desde abril, "uma aventura militar caríssima, mobilizando mais de dois mil policiais, cães treinados, helicópteros, mais de 100 viaturas, 30 ônibus, para bloquear estradas e fazer o despejo violento dos trabalhadores, humilhando mulheres e crianças, fazendo prisões em massa e torturando inocentes". Diolinda Alves de Souza, dirigente local do MST e mulher do líder José Rainha Junior, viajou para Maringá, no norte do Paraná, onde participa de manifestação de protesto contra a prisão dos militantes.

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