Curitiba - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) aumentaram ontem de três para cinco o número de trechos de rodovias bloqueados no Paraná. Além da ponte de acesso ao município de Quedas do Iguaçu (Oeste) e das pistas da BR-277, em Nova Laranjeiras, e da BR-158, entre Rio Bonito do Iguaçu e Pato Branco (Centro-Sul), eles interditaram partes da PR-170, entre Guarapuava e Bituruna, e da PR-473, em frente à Araupel, também em Quedas do Iguaçu. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, pelo menos quatro mil pessoas participam da ação, que não tem data para terminar.
Os manifestantes reivindicam a desapropriação de terras para assentamento de trabalhadores rurais. Eles chegaram a se reunir com o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, com o assessor de Assuntos Fundiários do governo do Estado, Hamilton Serighelli, e com representantes da Polícia Militar (PM) na noite de anteontem, mas não houve avanço. O movimento quer agora que a superintendência nacional do Incra também participe das discussões, em uma audiência.
Ainda conforme a assessoria do MST, a passagem de veículos de emergência, como ambulâncias, e de pessoas com problemas de saúde tem ocorrido normalmente. A Polícia Rodoviária Federal acompanha os protestos. Para evitar transtornos, o órgão informou que montou bloqueios, permitindo que os motoristas façam o retorno ou procurem caminhos alternativos. Atualmente, há no Paraná cerca de oito mil acampados em 75 áreas diferentes.

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