MST aproveita vigília para doar sangue
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quinta-feira, 10 de junho de 1999
Por Luiz Carlos Lopes 
Marília, SP (11) - Cerca de 40 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), entre eles José Rainha Junior e sua mulher Diolinda Alves de Souza, aproveitaram a vigília de dois dias realizada em frente da superintendência do Banco do Brasil, em Presidente Prudente, para realizar uma campanha de doação de sangue para os hospitais da cidade. As manifestações devem ser encerradas hoje.
Ao todo, 150 pessoas participaram da vigília que não interferiu no funcionamento do banco, mas foi marcada por várias manifestações de protesto contra a criação do programa Novo Mundo Rural. Os manifestantes, que portavam faixas com dizeres "Fora FHC"e "Fora FMI" protestaram também contra as prisões de seus militantes nos estados de São Paulo e Paraná. Uma faixa pedia "liberdade para os presos políticos do MST".
De acordo com dirigentes do MST a decisão de promover uma campanha de doação de sangue teve o significado de demonstrar a preocupação dos sem-terra com a vida. "Enquanto os pistoleiros da UDR (União Democrática Ruralista) querem tirar a vida dos trabalhadores, nós oferecemos nosso sangue para salva-las", disse um dos participantes.
Além de promover as manifestações, os sem-terra se reuniram hoje com o Procurador Geral do Estado em Presidente Prudente, José Roberto Fernandes Castilho, para insistir no encaminhamento de ações discriminatórias de fazendas localizadas no quarto perímetro de Presidente Bernardes. Castilho informou que já protocolou uma ação contra a Fazenda Benfica e disse que, em relação ao restante da área, não há outros processos em andamento. O MST reivindica o início de ações discriminatórias para determinar se as terras são devolutas, sobre 16 fazendas de Presidente Bernardes que teriam sido consideradas improdutivas em vistorias realizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). MST APROVEITA VIGÍLIA PARA DOAR SANGUE.
NÃO DISTRIBUIR - EXCLUSIVO PARA GERAL/ESTADO.
Luiz Carlos Lopes.
MARÍLIA - Cerca de 40 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), entre eles José Rainha Junior e sua mulher Diolinda Alves de Souza, aproveitaram a vigília de dois dias realizada em frente da superintendência do Banco do Brasil, em Presidente Prudente, para realizar uma campanha de doação de sangue para os hospitais da cidade. As manifestações deveriam ser encerradas ontem(11) no final da tarde. Ao todo, 150 pessoas participaram da vigília que não interferiu no funcionamento do banco, mas foi marcada por várias manifestações de protesto contra a criação do programa Novo Mundo Rural. Os manifestantes, que portavam faixas com dizeres "Fora FHC"e "Fora FMI" protestaram também contra as prisões de seus militantes nos estados de São Paulo e Paraná. Uma faixa pedia "liberdade para os presos políticos do MST". De acordo com dirigentes do MST a decisão de promover uma campanha de doação de sangue teve o significado de demonstrar a preocupação dos sem-terra com a vida. "Enquanto os pistoleiros da UDR (União Democrática Ruralista) querem tirar a vida dos trabalhadores, nós oferecemos nosso sangue para salva-las", disse um dos participantes. Além de promover as manifestações, os sem-terra se reuniram ontem com o Procurador Geral do Estado em Presidente Prudente, José Roberto Fernandes Castilho, para insitir no encaminhamento de ações discriminatórias de fazendas localizadas no quarto perímetro de Presidente Bernardes. Castilho informou que já protocolou uma ação contra a Fazenda Benfica e disse que, em relação ao restante da área, não há outros processos em andamento. O MST reivindica o início de ações discriminatórias para determinar se as terras são devolutas, sobre 16 fazendas de Presidente Bernardes que teriam sido consideradas improdutivas em vistorias realizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). (fim)


