MST alega que famílias estavam criando problema
MST alega que famílias
estavam criando problema
Integrante da coordenação estadual do MST, José Damaceno, afirmou que as famílias foram expulsas porque estavam criando problemas para os demais assentados. Ele negou que elas tivessem sido obrigadas a assinar qualquer documento referente às obrigações de participação nas invasões. O que existe por parte do MST é um trabalho de conscientização sobre a necessidade de mobilização, mas participam das mobilizações os trabalhadores que desejarem. Não é imposto nada a eles, afirmou.
Conforme Damaceno, as famílias dissidentes estariam criando problemas de relacionamento com as demais. Ele afirmou que os trabalhadores dissidentes ajudaram na mudança e inclusive foram juntos nos dois caminhões do MST.
Ontem de manhã, a mulher do sem-terra José Carlos Vivan, Maria Isabel Vivan, 53, prestou queixa na Delegacia de Floresta por agressão contra o vereador Claudemir Maceis. Ela disse que ele a teria agredido com um soco no rosto na tarde de domingo depois de uma discussão sobre o uso de água do sítio. Maria Isabel teve os óculos quebrados. Maceis disse em depoimento ontem que Maria Isabel começou a discussão e que ela deu um tapa na orelha dele. Em depoimento à polícia, o vereador disse que foi agredido primeiro.
Maceis foi procurado pela reportagem da Folha mas não foi localizado em sua casa nem na Câmara de Vereadores. Os trabalhadores dissidentes do MST estão em um barracão no sítio dele. Eles querem que o MST devolva o dinheiro que eles investiram na Fazenda São Carlos, no plantio das lavouras.





