O ministro da Justiça, Renan Calheiros, acompanhou ontem pela manhã, em Campo Grande, a queima de 9,1 toneladas de entorpecentes - oito toneladas de maconha e uma de cocaína - apreendidas durante o ano passado no Mato Grosso do Sul. A incineração, que marcou o Dia Nacional do Combate às Drogas, foi repetida em outras 51 cidades do País, totalizando 23 toneladas.
Segundo Calheiros, esse volume corresponde a quase 18 milhões de doses que, se não fossem apreendidas, estariam à disposição dos jovens no mercado clandestino. A queima em todo País foi desencadeada com a autorização do ministro para o início da incineração em um dos fornos de um frigorífico localizado nas proximidades do aeroporto internacional da capital.
Ao todo foram incineradas 20,1 toneladas de maconha, 3,2 toneladas de cocaína, 154,1 quilos de haxixe, 69,3 quilos de crack, 15.936 frascos de lança-perfume e 7.477 doses de morfina. Durante todo o ano passado, a Polícia Federal indiciou 2.469 traficantes e instaurou 2.075 inquéritos por apreensão de drogas.
Fazendo divisa com a Bolívia, produtora de cocaína, e com o Paraguai, produtor de maconha, Mato Grosso do Sul liderou as apreensões de drogas, observou o ministro. Os destaques da queima ocorrida ontem em todo País foram Campo Grande, com 9,1 toneladas; Porto Alegre, 6,2 toneladas; Salvador, duas toneladas; Macapá, 740 quilos e Cuiabá, com 733 quilos.(Leia mais sobre o Dia Nacional de Combate às Drogas na Folha Londrina e Folha Cidades)Arquivo FolhaRenan Calheiros acompanhou a incineração em Campo GrandeAgência Estado

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