MS inclui mais 5 cidades em programa contra o crack
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
Adriana De Cunto<br>Reportagem Local 
Curitiba - Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa passam a fazer parte do programa do Ministério da Saúde (MS) "Crack, é possível vencer" e receberão recursos federais para implantar e fortalecer serviços de saúde, assistência social e segurança pública voltados ao tratamento de usuários de crack e ao enfrentamento do tráfico de drogas. Curitiba era o único município do Paraná que integrava o projeto. Segundo o MS, até o ano que vem serão repassados aos seis municípios R$ 52,3 milhões.
A inclusão ao programa - com assinaturas do termo de adesão - aconteceu na manhã de ontem, em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), durante encontro de prefeitos paranaenses com os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde) e Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais).
O Paraná e Curitiba já tinham aderido ao Programa Crack em julho de 2012, com aporte de R$ 102,2 milhões para serem utilizados na ampliação das redes de atenção, na capacitação profissional e no policiamento ostensivo e comunitário, além da implementação e aquisição de equipamentos voltados à prevenção, abordagem, acolhimento e cuidado com os usuários de drogas e seus familiares. Com os novos recursos anunciados ontem, até 2014 o repasse total ao Paraná para o programa chega a R$ 154,5 milhões.
O Ministro da Saúde justificou a preocupação com o aumento do número de usuários de crack no Brasil. "O crack se disseminou em nosso País e se caracteriza como uma epidemia", afirmou. Ele lembrou que essa droga não é consumida apenas por pessoas pobres, que não trabalham e não têm moradia. Padilha acrescentou que o crack está em todas as classes sociais e, como se tornou um "grave problema de saúde pública", a rede básica de saúde precisa estar preparada para atender aos usuários.
A verba será repassada por meio de vários programas das áreas de justiça, segurança pública, saúde e assistência social. Um exemplo são ações de implantação de policiamento ostensivo nas cinco cidades paranaenses, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) irá investir R$ 12 milhões na compra de seis bases móveis, 120 câmeras de videomonitoramento, 12 viaturas, 12 motocicletas, 300 pistolas de condutividade elétrica e 900 espargidores de pimenta, além de capacitação de 240 profissionais de segurança pública que atuarão nessas bases e na ampliação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd).
As bases móveis deverão ser entregues até agosto de 2014. Londrina terá duas bases e as demais cidades ficarão com uma base. Cada equipamento conta com 20 câmeras de videomonitoramento fixo, dois carros, duas motos, 50 armas de condutividade elétrica e 150 espargidores. Parte do dinheiro também será usada para capacitar educadores, fortalecer e ampliar serviços de abordagem social, implantação e qualificação de Consultórios na Rua, Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), Unidades de Acolhimento (UA), leitos em hospitais, entre outros. Dezessete Estados já aderiram ao Programa "Crack, é Possível Vencer".
A ampliação do número de municípios participantes representa, na opinião de Padilha, um avanço na reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento das vítimas de dependência química e do crack. "Estamos ajudando a construir uma rede de atendimento e oferecer tipos de atendimentos diferentes para situações diferentes", explica. Entre esses serviços, o ministro cita até mesmo a internação involuntária dos dependentes que correm risco de vida.


