MPF vai ouvir o presidente do Cedae no dia 30; começa limpeza de canal
MPF vai ouvir o presidente do Cedae no dia 30; começa limpeza de canal17/Mar, 19:09 Por Andreia Maia Rio, 17 (AE) - O Ministério Público Federal vai ouvir o presidente da Companhia Estadual de água e Esgoto (Cedae), Alberto Gomes, no dia 30, sobre o lançamento de esgoto in natura na praias do Rio. "Queremos informações sobre as causas e consequências do lançamento", disse a promotora Anaiva Cordovil. Depois a procuradora decidirá se vai entrar com um pedido de ajustamento de conduta da empresa ou uma ação cível contra a Cedae. Segundo ela, desde o vazamento de esgoto para as praias, o MP vem coletando dados com órgãos municipais e estaduais. "Vamos contratar peritos para dar pareceres sobre o assunto", disse. Hoje funcionários da Fundação Rio água começaram a dragar o canal da Rua General Garzon, onde desemboca o rio dos Macacos, no Leblon, na zona sul do Rio. O trabalho vai durar pelo menos 10 dias. O objetivo é reduzir o assoreamento da Lagoa Rodrigues de Freitas, o que seria uma das causas, segundo técnicos da Fundação Rio águas, da mortandade de 132 toneladas de peixe no ínicio do mês. A obra de desobstrução também atingirá outros canais da zona sul da cidade. Em dez dias a Polícia Federal (PF) deverá divulgar o laudo sobre as causas da morte dos peixes. As amostras foram colhidas por peritos da PF. O Núcleo de Prevenção e Repressão a Crises Ambientais da Polícia Federal já abriu inquérito para apurar as responsabilidades pelo desastre ecológico e deverá convocar para prestar depoimento, nos próximos dias, representantes da Cedae, das secretarias estadual e municipal de Meio Ambiente, da Fundação Rio águas, pescadores e ambientalistas. O laudo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente sobre a mancha (suspeita de que seja esgoto) que surgiu na Lagoa depois da mortandade de peixes deverá ser divulgado na segunda-feira. As análises estão sendo feitas por técnicos do Laboratório Tecnologia e Meio Ambiente. Crea - Hoje o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Meio Ambiente (Crea) do RJ, José Assis Chacon, criticou o projeto da Cedae, que estuda a obra de limpeza do canal do Jardim de Alah para desobstruir a passagem da água do mar para a Lagoa. "Isso não vai acabar com a mortandade de peixes, ao contrário, causará um desequilíbrio no ecossistema por causa do sal ", afirmou Chacon durante um debate público sobre o assunto no Crea. "O ideal seria um grande anel de coleta de esgoto que o leve tratado para o mar."





