Rio, 28 (AE) - O Ministério Público Federal vai pedir a acareação do ministro-chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, e do chefe da Agência Brasileira de Informações (Abin) no Rio, João Guilherme de Almeida, porque há contradições nos depoimentos que prestaram como testemunhas no inquérito que apura a escuta telefônica no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o período de privatização das teles. A informação foi dada há pouco pelo procurador Arthur Gueiros.
O general Cardoso disse em seu depoimento que Almeida lhe contara sobre a existência de fitas cassetes que comprometiam o presidente no caso dos leilões das teles. Já em seu depoimento, Almeida falava apenas em documentos comprometedores, sem especificar se eram fitas cassetes.
Segundo a procuradora federal Silvana Batini a "acareação é um procedimento normal quando há contradições nos depoimentos das testemunhas". O delegado da Polícia Federal Rubem Grandini, que cuida das investigações no inquérito da escuta telefônica no BNDES está sendo aguardado no Ministério Público Federal para receber o inquérito e dar-lhe prosseguimento.

mockup