MPF pede que aulas na UFPR sejam retomadas imediatamente
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Mariana Franco Ramos e Rodrigo Batista - Redação Bonde 
O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná informou que ajuizará, nesta quarta-feira (12), ação civil pública contra a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino
Superior (Andes) e a Associação dos Professores da UFPR (APUFPR) para que as aulas dos dois últimos períodos de todos os cursos oferecidos pela instituição sejam retomadas imediatamente.
As aulas estão suspensas há 119 dias em razão da greve dos professores. O MPF entende que a paralisação total dos serviços educacionais da universidade é abusiva e que a situação dos estudantes dos últimos períodos é ainda mais grave.
Segundo o Ministério Público Federal, os alunos correm o risco de sofrer prejuízos irreparáveis, pois se a greve se mantiver por mais alguns dias não haverá tempo hábil para que haja a readequação do calendário das aulas.
Resposta - Procurado pela reportagem, o presidente da Apufpr, Luiz Allan Künzle, informou que, do ponto de vista do sindicato, a paralisação nas aulas da universidade só poderá ser encerrada caso a categoria dos docentes vote, em assembleia, pelo fim da greve. Nesta quinta-feira (13) os professores vão se reunir para decidir o assunto, no Teatro da Reitoria da UFPR. "O comando local de greve já encaminhou para a assembleia a solicitação para o fim do movimento".
O presidente da associação dos professores da universidade não faz projeções sobre o fim do movimento, mas diz que "há possibilidade" de os professores, na quinta-feira, votarem pelo fim da greve. "Nas últimas assembleias houve muita discussão sobre o assunto e a participação dos professores tem aumentado. De uma certa forma já estamos cumprindo com essa ação do Ministério Público Federal".
A UFPR disse, por meio da assessoria de imprensa, que não pode se pronunciar sobre o assunto porque o reitor Zaki Akel Sobinho está em viagem para Palotina, no Oeste do estado, e só retorna na sexta-feira (14), para a abertura da feira de cursos e profissões da instituição.
O Andres, sindicato nacional dos docentes, também foi procurado mas ninguém atendeu às ligações da reportagem. (atualizada às 14h55)


