Londrina - O Ministério Público Federal (MPF) está investigando as medidas a serem implementadas para o controle e manejo de pombos em Londrina. O inquérito civil público foi aberto em outubro pelo procurador da república, João Akira Omoto, considerando a representação feita poruma associção sobre uma possível ocorrência de dano ambiental decorrente do abate dos pombos e também diversos artigos referentes aos processos e manejos ecológicos das espécies e ecossistemas, presentes na Constituição Federal.
A ação tem um prazo inicial de um ano para acompanhar a implementação das medidas de manejo integrado para o controle populacional da Zenaida Auriculata (pomba amargosa) pela Secretaria Municiapl do Ambiente. A investigação foi encaminhada para o MPF pois o órgão que prevê as normativas e concede autorização de serviços ambientais é o Ibama, autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.
Em março deste ano, o secretário municipal de Meio Ambiente, José Novaes Faraco, afirmou que a ordem do Ibama para o controle das aves no município já havia sido autorizada, mas que estudos precisariam ser feitos antes de qualquer medida. Ele também disse que a secretaria estaria firmando uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina, para que pesquisadores pudessem traçar um estudo, mas a assessoria da UEL afirmou que nenhum convênio havia sido feito formalmente.
É sobre esse estudo, com informações sobre o projeto de controle de pombos, que a Procuradoria da República no Paraná está aguardando um parecer da secretaria municipal.
Faraco disse ontem que tomou conhecimento da medida adotada pelo Ministério Público Federal, através de um blog na internet. ''Eu não sei o que eles querem porque o único município que pediu autorização para o Ibama foi Londrina. O serviço ainda não foi feito porque ainda não encontrei nenhuma empresa que realize da forma como eles exigem'', disse.
Segundo ele, as ações que foram desenvolvidas pelo município até agora tiveram como objetivo espantar as pombas. ''Só fizemos experiências, não matamos nenhum animal'', afirmou.
Tentativas
Ao longo dos anos, o município de Londrina já apresentou várias medidas visando a diminuição da proliferação das pombas a migração delas para localidades mais distantes. Uma delas é o pombal construído no Cemitério São Pedro (Região Central) deveria servir como ''dormitório'' para as aves, que consequentemente iriam botar os ovos no local. Assim, fiscais da prefeitura os trocariam por sintéticos. Ontem pela manhã, a equipe esteve no local e constatou que ao menos cinco ovos estavam sendo chocados pelas pombas.
''Eu me incomodo muito com as pombas. É muita sujeira e um cheiro insuportável. Em dia de chuva, as calçadas ficam escorregadias como um sabão. Já passou dos limites e até agora nada eficaz foi feito'', afirma a podóloga Maria Angélica de Siqueira, que atravessa o cemitério diariamente. O vendedor Thiago Costa, que atravessa o Bosque Central para ir trabalhar, reclama da demora de uma solução. ''Já se falou muito e não fizeram nada'', ressalta.(Colaborou Michelle Aligleri)

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