Rio - O Ministério Público Federal (MPF) do Rio abriu inquérito para investigar um esquema de propina paga por donos de pastelarias e atravessadores a agentes do setor de imigração, controlado pela Polícia Federal, do Aeroporto Internacional Tom Jobim (o Galeão), na Ilha do Governador. O dinheiro serviria para liberar a entrada no País de chineses que chegam ao País para trabalhar em regimes exaustivos, em regime similar ao de escravidão por dívida, em lanchonetes na região metropolitana do Rio.
Para cada chinês liberado a entrar no Brasil seriam cobrados R$ 42 mil de propina, paga em espécie no próprio aeroporto. Pelo acerto, o imigrante trabalharia de dois a três anos de graça para pagar as "despesas".
Procurada no início de agosto, a Polícia Federal informou que policiais e funcionários administrativos terceirizados, contratados pela empresa Milênio, atuam na imigração. Em nota, a corporação afirmou que "todas as notícias de possíveis ilícitos administrativos ou penais que venham a mencionar servidores são apuradas pelos setores de controle interno". A Milênio optou por não se pronunciar.

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