O Ministério Público Federal (MPF) descartou ontem qualquer possibilidade de reverter a decisão que determinou o fechamento da Estrada do Colono. ‘‘A medida é irreversível’’, salientou o subprocurador-geral da República e coordenador da 4ª Câmara do Meio Ambiente, em Brasília, Roberto Gurgel.
Segundo ele, a medida já foi submetida a todas as instâncias do Poder Judiciário e não há mais o que julgar. O argumento de Gurgel responde à tentativa de Associação de Integração Pró-Estrada do Colono (Aipopec) de protocolar petição pedindo a anulação da sentença que levou à interdição do caminho, no último dia 11 de junho. A associação informou na semana passada que impetraria recurso ontem, o que não ocorreu.
Para Gurgel, a manutenção da estrada representa uma afronta a decisão judicial. ‘‘Como estava sendo administrado, o caminho podia ser comparado às favelas cariocas’’, analisa o subprocurador, exemplificando com a cobrança do pedágio na estrada. Ele complementa: ‘‘A utilização da estrada, mesmo com liminares determinando o contrário embaraçava a Justiça brasileira.’’ O cumprimento da ordem expedida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) só garante, conforme enfatiza Gurgel, a preservação do Parque Nacional do Iguaçu.
Agora, o Ministério Público Federal quer garantir a manutenção do fechamento da Estrada do Colono. A destruição física da estrada é apenas uma das medidas que serão tomadas para o fechamento definitivo do caminho. Segundo Gurgel, a Justiça vai consolidar os esforços para manter a decisão da juíza Marga Inge Tessler. Gurgel diz entender os argumentos da comunidade que quer a reabertura da estrada, mas avisa que os recursos ajuizados para tentar reverter a medida têm ‘‘viabilidade mínima’’.(K.M.)

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