MPF denuncia 29 pessoas por adulteração de leite
Belo Horizonte- O Ministério Público Federal (MPF) em Passos (MG) denunciou 29 pessoas por crimes decorrentes de um esquema de adulteração do leite praticado pela Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil). O esquema foi desbaratado em outubro do ano passado pela Operação Ouro Branco da Polícia Federal. Os denunciados - cujos nomes não foram divulgados pelo MPF - são acusados de adicionar soro e substâncias químicas, tais como peróxido de hidrogênio, soda cáustica, base creme e citrato de sódio, para reduzir a acidez do leite e aumentar os lucros.
A denúncia, divulgada ontem pela Procuradoria da República em Minas, foi oferecida à Justiça na última sexta-feira. Esta é a segunda acusação formal após as investigações da Operação Ouro Branco. No dia 19 de maio, o MPF em Uberaba (MG) denunciou 18 pessoas por participação no esquema de adulteração do leite praticado pela Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale). A denúncia foi recebida quatro dias depois.
Segundo o MPF, a nova acusação formal envolve toda a diretoria da Casmil à época dos fatos; os empregados da cooperativa envolvidos diretamente na adição das substâncias; o engenheiro químico responsável pela fórmula e funcionários do Serviço de Inspeção Federal (SIF) - órgão ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária -, ''que teriam se omitido na fiscalização e recebido propina para ignorar a fraude que era realizada.'' Conforme a denúncia, a diretoria da Casmil foi responsável por ordenar e coordenar ''a adição de substâncias nocivas ao leite beneficiado na cooperativa.''





