MPF contesta benefício a assassino de Chico Mendes
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por Sandra Sato 
Brasília, 21 (AE) - A concessão de regime semi-aberto ao assassino do seringueiro Chico Mendes, o fazendeiro Darly Alves da Silva, na semana passada, está sendo contestada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. "O juiz não considerou que Darly fugiu da cadeia e ficou três anos foragido", reclama o promotor Dorival Barboza. "Ele continua preso, decidi conceder a progressão de regime de acordo com o que dispõe a lei e a minha consciência", defende-se o juiz da Vara de Execuções Criminais, Everardo Alves Ribeiro, dizendo que não se deixou influenciar pelas questões políticas que envolvem o caso. No ano passado, o governo federal mudou o decreto de indulto de natal para impedir que Darly, que já cumpriu 6 anos e 11 meses de prisão, fosse beneficiado. Darly ainda continua cumprindo a pena em regime fechado, aguarda uma vaga na Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso para começar a sair durante o dia para trabalhar e voltar à noite para a cadeia.


