MPF cobra transparência de órgãos de segurança
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Reportagem local 
O Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) expediu uma série de recomendações para que os órgãos de segurança que atuam no Estado controlem e organizem de forma mais clara o registro de incidência de mortes decorrentes da atuação policial. As recomendações foram encaminhadas a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), a Polícia Civil, ao comandado da Polícia Militar e Superintendência da Polícia Federal. Além disso, o MPF do Estado fixou prazo de 30 dias para que as autoridades pronunciem-se sobre o acatamento das recomendações.
Entre as medidas, está a inserção de campo específico nos boletins de ocorrência e documentos para registro de incidência de mortes decorrentes da atuação policial, assegurando que o delegado de polícia instaure, imediatamente, inquérito para apurar o fato. Outra recomendação é a comunicação do óbito ao Ministério Público em até 24 horas, além do comparecimento do delegado no local da ocorrência para isolamento da área, realização de perícia e necrópsia. Nos últimos 45 dias, pelo menos seis pessoas morreram e três foram baleadas em enfrentamentos com policiais militares na região de Londrina. Procurado pela FOLHA, a Sesp informou que aguarda a chegada dos documentos para avaliação das medidas que podem ser adotadas no Estado.
REFORÇO
A Secretaria de Segurança também informou que o Departamento de Polícia Civil não foi notificado sobre a ação do Ministério Público, que cobra o reforço do efetivo nas delegacias de Londrina. De acordo com a promotoria, a cidade necessita do dobro de servidores para realização dos trabalhos na Polícia Civil. "Recentemente foram nomeados 64 novos delegados que irão atuar em todo o Paraná após a conclusão o curso de formação, que terá início no final do mês de março e, com isso, o efetivo de Londrina será reforçado", prometeu a Sesp em nota.


