MP4 não garante fim da pirataria na WEB
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
por Renata Deos 
São Paulo, 18 (AE) - A indústria fonográfica está apostando no novo programa de compressão de áudio, o MP4, para tentar conter a pirataria musical na Internet. A Global Music Outlet, criadora do MP4, garante que as músicas neste formato só serão distribuídas com prévia autorização dos artistas. A pirataria na rede mundial ganhou grande impulso com a popularização do Mpeg1 Layer-3, mais conhecido como MP3, que possibilita a compactação de arquivos musicais, diminuindo muito o tamanho sem comprometer a qualidade do som. Apesar da similaridade no nome e ter a mesma finalidade, o MP4 não é descendente do controvertido MP3.
O MP4 usa algoritmos de compressão da AT&T, é auto-executável e consegue ser 30% menor que os atuais MP3, mantendo a mesma característica de cada arquivo de conter temas como autor, gráficos e vínculos à página web do intérprete. Em MP3, um CD de áudio que tem em média 600 Mb, terá apenas 50 Mb e em MP4, 35 Mb.
Outra diferença entre eles é que o MP4 dispensa qualquer reprodutor específico instalado na máquina já que é auto-executável, ou seja, basta baixar o arquivo e, uma vez no disco rígido, é só clicar duas vezes e desfrutar do som.
Apesar da pirataria ocorrer em MP3 e da promessa da Global Music Outlet, nada garante que o novo formato MP4 também comece a ser usado pelo piratas musicais.
No comércio pirata de música on-line, um CD personalizado contendo 12 álbuns chega a custar R$ 30,00, ou então por R$ 50,00 se compra um CD com 190 músicas a escolha do cliente. Segundo estudos da Forrester Research, a venda de músicas no ano passado era estimada em US$ 5 bilhões, e cerca de US$ 50 milhões foram perdidos por causa das cópias ilegais.
Mais informações nos sites: http://mp4.globalmusic.com http://www.cmm.com.au http://www.mp3.com http://www.rykodisc.com


