MP vê falhas no atendimento do HU e HC
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - O promotor de Saúde Pública, Paulo Tavares, prometeu ontem ajuizar ações judiciais caso pacientes sejam prejudicados pela greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O MP apontou falhas na prestação de serviços essenciais à população no Hospital Univesitário (HU) e no Hospital de Clínicas (HC).
Um dos problemas detectados é a falta de atendimento a gestantes de alto risco internadas no HC. A instituição realiza em média 400 consultas por dia, além de 130 exames ambulatoriais.
No HU, pacientes com atrofia crônica não estão recebendo atendimento adequado, e o setor de hemodinâmica não está funcionando. ''O que nós queremos é que possa acontecer esse movimento (grevista) com o mínimo de dano para o paciente que está lá'', enfatizou a diretora-clínica do HU, Denise Maschima.
A discussão ainda está na esfera extrajudicial. O MP firmou acordo para que pelo menos 30% do quadro funcional mantenha atendimento essencial à população. ''Se houver desassistência ou omissão (do serviço), evidente que vamos ter que sair da esfera extrajudicial e entrarmos na esfera judicial para responsabilizarmos aquelas pessoas que contribuíram para que essa omissão venha a ser concretizada'', avisou o promotor Paulo Tavares.
A fiscalização será feita pelo Município, que detém gestão plena da saúde pública. Falhas poderão acarretar até no corte de repasse aos hospitais. ''Se verificarmos que está sendo descumprido o acordo vamos chamar a promotoria para tomar medidas cabíveis'', disse o secretário de Saúde, Edson de Souza.
Diretores do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (Assuel) alegaram que há falta de profissionais nos hospitais. ''A comunidade londrinense vai ver o porquê do descaso que o governo do Estado tem com o atendimento natural do HU. O hospital tem 30% a menos do seu número efetivo de funcionários'', lamentou o secretário-geral da Assuel, Adão Brasilino.
Pagamento
Diretores da Irmandade Santa Casa e Hospital Evangélico também estiveram presentes na reunião. As unidades veem sentido os efeitos da greve nos seus prontos-socorros. Eles aproveitaram para cobrar o pagamento referente aos atendimentos de junho feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os hospitais não receberam as parcelas dos pagamentos porque não havia nenhum responsável por assinar a ordem de empenho na Secretaria Municipal de Fazenda. ''Esse é um dos problemas da instabilidade (política na cidade). O secretário (Edson de Souza) garantiu, depois de uma ligação feita na nossa frente, que os recursos seriam depositados amanhã (hoje)'', afirmou o promotor Paulo Tavares.


