O Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), do Ministério Público do Paraná, instaurou um inquérito civil para "apurar possíveis ilegalidades" cometidas por sete policiais civis de Londrina que teriam desviado parte de uma carga contrabandeada do Paraguai. Entre os detidos, estão o ex-superintendente da 10ª Subdivisão Policial (SDP) e o ex-chefe de investigação do setor de Furtos e Roubos da mesma delegacia. Todos continuam presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba.

Imagem ilustrativa da imagem MP vai investigar conduta de policiais civis suspeitos de desvio de carga
| Foto: Arquivo FOLHA

Procurado pela FOLHA, o promotor Renato de Lima Castro, responsável pela apuração no âmbito do MP, não quis falar sobre a instauração do procedimento. O grupo de advogados que representa os investigados afirmou não ter conhecimento do inquérito civil. Nesta terça-feira (3), os defensores tentaram revogar as prisões preventivas com um habeas corpus no Tribunal de Justiça, que não acatou o pedido. A informação foi confirmada à reportagem pelo advogado Marcelo Aparecido Camargo. Enquanto isso, o processo segue em sigilo na 3ª Vara Criminal de Londrina.

Com idades entre 35 e 49 anos, os investigadores foram presos em uma operação coordenada pela Corregedoria da Polícia Civil. Em entrevista coletiva, o titular da pasta, Marcelo Lemos de Oliveira, explicou que a suposta apreensão irregular aconteceu em dezembro do ano passado. Os produtos entregues na Receita Federal não batiam com a quantidade total de mercadorias coletadas. De acordo com a investigação, elas representariam menos de 5% do valor apreendido, aproximadamente R$ 450 mil. Os servidores teriam se apropriado de eletroeletrônicos, perfumes, smartphones e tablets.

O inquérito já foi concluído pela Corregedoria, que optou pelo indiciamento dos funcionários públicos por peculato e associação criminosa.

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