O Ministério Público do Estado abre inquérito hoje para investigar as responsabilidades pelo choque entre dois trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na última sexta-feira, em Perus (zona noroeste de São Paulo), deixando, segundo a CPTM, nove mortos e 115 feridos.
Os promotores de Justiça vão pedir amanhã a ‘‘caixa-preta’’ dos trens para analisar os diálogos entre os funcionários da empresa antes do acidente. Também serão ouvidos funcionários, vítimas e testemunhas do acidente.
Na avaliação dos promotores Fernando Capez e Saad Mazloun, responsáveis pelo inquérito, as informações da ‘‘caixa-preta’’ dos trens serão o ponto de partida da apuração, já que, em tese, revelam as medidas que foram tomadas pela CPTM para tentar evitar o acidente.
Capez e Mazloun já mantêm uma ação na Justiça contra a CPTM desde 96. A Promotoria alega que a empresa tinha alto número de acidentes envolvendo surfistas de trens e pingentes. A estatal, porém, garante que o problema foi resolvido há dois anos.
A CPTM foi derrotada no Tribunal de Justiça e recorre agora à terceira instância de julgamento.

mockup