O Ministério Público Federal do Trabalho poderá entrar com uma ação na Justiça para impedir que a Petrobras leve a plataforma de armazenamento de óleo P-38 para a bacia de Campos (litoral do Estado do Rio).
Segundo o Ministério Público, a ação será impetrada caso a empresa não apresente o certificado de funcionamento do sistema de combate a incêndio por gás carbônico (produto usado para apagar o fogo) e a tradução dos manuais de segurança do inglês para o português.
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) do Rio realizou ontem uma vistoria na P-38, junto com o procurador Marcelo Fernandes Silva, do Ministério Público, e representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Na vistoria, ficou constatado que a plataforma não tinha manual de segurança em português nem extintores com gás carbônico.
O procurador disse que teve a informação de que a P-38 seria levada para a bacia de Campos na segunda-feira. Ele poderá ingressar com a ação no mesmo dia, para impedir que a plataforma saia do estaleiro Mauá (Niterói, a 15 km do Rio), onde está ancorada.
Silva afirmou que a Petrobras se comprometeu a apresentar o certificado de que o sistema de combate a incêndio estará funcionando até segunda-feira e que os manuais já estão sendo traduzidos.
O procurador afirmou que voltará à plataforma na próxima semana, para verificar se as irregularidades foram solucionadas.
A P-38 é um navio-tanque com capacidade de armazenar 1,9 milhão de barris de óleo e vai operar em conjunto com a plataforma de produção P-40 no campo de Marlim Sul (bacia de Campos), acumulando o óleo processado.
Ambas estão paradas na baía de Guanabara e foram desenvolvidas para a Petrobras pela Marítima, empresa responsável pelo projeto da P-36, que afundou no último dia 20. Cinco dias antes, ocorreram três explosões na plataforma. Onze petroleiros morreram.
A Petrobras tenta antecipar o início das produção da P-40 de julho para maio deste ano, com o objetivo de minimizar a perda causada pela P-36.
A estatal informou que a P-38 só seguirá para a bacia de Campos quando o sistema de combate a incêndio com gás carbônico estiver certificado, o que deverá ocorrer na segunda-feira, data marcada para a plataforma deixar o estaleiro.

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